quinta-feira, 30 de junho de 2011
O destino vestindo um velho chapéu
Começo a achar, mais até do que achar, começo a ver que eu não estou fazendo nada além de esperar o destino me encontrar. Mas que destino é esse? Não sei, já perdi o interesse em descobri-lo. Os dias passam e eu já nem olho mais no relógio para flagar a hora certa que ele me encontrar. O que eu antes pensava sobre esse destino não lembro, faz tempo que eu já não acho mais nada. Ele deve ser bem sem graça, porque já perdeu o timing, e uma boa piada depende do timing. Ele já transbordou o limite das expectativas o que faz dele também qualquer coisa acima ou abaixo delas. É possível que ele passe por mim e eu nem perceba. É possível que eu acene para ele, que vestirá um velho chapéu, e nem saiba que se trata do meu destino. Ele, desanimado pela minha falta de reconhecimento, certamente passará e irá embora, como castigo por eu não tê-lo reconhecido. Então, eu deverei esperar tudo de novo, até que ele resolva aparecer novamente. Ao pensar nisso tudo a idéia me faz chorar: e se ele já tiver passado, acenado e ido embora?
segunda-feira, 27 de junho de 2011
The truth is
Even if it hurts
Even if it will break my heart
Even if you don't like the truth
Even if...
it is goodbye.
Even if it will break my heart
Even if you don't like the truth
Even if...
it is goodbye.
Stuck
Eu não gostei, mas o que é que eu posso fazer? Talvez com um somatório maior de desgostos eu até possa fazer alguma coisa. Por enquanto eu aceito, eu observo, eu fico. Conformada, sem ré, freios ou qualquer coisa que me faça parar.
domingo, 26 de junho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Talvez a última
Eu aqui sentada, ouvindo a noite, os relógios da casa e os grilos, eu tenho tanto medo. Tem tanta coisa ali fora e eu não sei de nada. Como posso saber se tomei decisões certas, se até mesmo estar aqui é uma decisão? Talvez a mais importante de todas, talvez a mais triste, talvez a última.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
PS:
Cada um tem o seu jeito de amar.
De sofrer,
de doer,
e de sorrir.
Tem gente que sorri menos,
tem gente que sorri demais.
Tem até gente que só sorri por dentro.
Talvez eu ame errado,
talvez eu não saiba como é que se ama.
Acontece que amar é como ser mãe:
a gente não aprende - um dia acontece.
É como ser filho, é como sentir fome.
Não existe amar errado.
O que existe é medo,
e só medo.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Momento fofura do dia - parte II
Metade acrobata metade mergulhadora.
Metade poetisa metade humorista.
Metade rica metade pobre.
Metade alegre metade triste.
Metade jornalista metade escritora.
Metade peixe metade ave.
Tantos papeis...
Todos eles bem vividos.
Não se preocupe,
Tem sempre um papel para você.
Amor paterno.
(Obrigada, amo você.)
Tantas faces
Não gosto de uma metade de mim,
e da outra eu gosto só às vezes.
Sorte a minha que a gente não tem só duas metades,
e sobram algumas para eu gostar.
terça-feira, 14 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Dentes de leite
Essa foto eu tirei quando visitei uma escola pública. Ela estava na parede, junto com as fotos dos outros alunos.
Alguém explicou para ele que ele precisava sorrir. Ele achava que sorrir era mostrar os dentes. Ele esqueceu que sorrir era a mesma coisa que ele fazia quando os amigos dele contavam piadas, ou quando o avô trazia um brinquedo novo, ou quando ele corria na grama molhada. E eu me identifiquei com ele, tanto... Eu também às vezes esqueço como é que sorri. E eu também confundo sorrir com mostrar os dentes. A unica diferença é que os meus dentes não são mais de leite.
Mais possibilidades
- Deus estava distraído
- Deus estava cansado
- Deus estava sozinho demais
- Deus não estava.
domingo, 12 de junho de 2011
Se um dia
Quais músicas farão você lembrar de mim
quais ruas, lojas, pessoas, livros?
Quais frases minhas, quais gestos que eu fazia,
qual cheiro que eu exalava, qual risada que explodia de mim
qual qualquer coisa fará você ter vontade de chorar?
O que vai fazer você pensar em mim, talvez com tanta saudade,
se um dia eu for embora daqui?
quais ruas, lojas, pessoas, livros?
Quais frases minhas, quais gestos que eu fazia,
qual cheiro que eu exalava, qual risada que explodia de mim
qual qualquer coisa fará você ter vontade de chorar?
O que vai fazer você pensar em mim, talvez com tanta saudade,
se um dia eu for embora daqui?
terça-feira, 7 de junho de 2011
Como o meu
Engraçado sentir o peito vazio,
abandonado,
sem nada dentro.
Moscas talvez,
e elas fazem um barulho engraçado,
parece um coração batendo.
Mas eu sei que não é,
eu sei que é bobagem,
eu sei que corações não batem
em peitos como o meu.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
...se atraem
Somos tão diferentes que tudo acaba sendo uma surpresa. Eu nunca sei o que ele acha, o que ele vai dizer, ou o que ele pensa. E gosto de descobrir. Imagine já saber tudo só de olhar para ele? Cada vez que eu olho para ele, eu descubro mais que não sei de nada.
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