terça-feira, 8 de abril de 2008

A nossa troca silenciosa

Gosto do som do silêncio. De todos os sons que o silêncio faz. Eu gosto de me calar, só para ouvi-lo. Há um grande número de coisas para serem ditas por mim, mas eu não vou dizer. Ouço as coisas distantes da minha cabeça, vejo imagens, vejo os seus contornos e não digo. Seus pensamentos, às vezes, são ralos demais e não fazem som nenhum. Talvez por isso você me pergunte tanto. Mas eu não sei responder. Meu dever, nessa hora, será enviar sinais silenciosos. Eu recebo os seus, que você manda sem querer, e envio os meus. Seus pensamentos crescerão mais do que a palma de sua mão, você não poderá mais segurá-los. Eles farão muito barulho.
Então, você não vai mais perguntar quando eu estiver calada, pois vai se calar também.

4 comentários:

Felipe Rubia disse...

Muito legal, não sei se você define como poema também , ou apenas pensamentos que foram jogados, e ai virou essa redação. enfim gostei, gostaria de saber onde você achou meu blog e de onde você é?
bjos

Paulo Rhedy disse...

O silêncio... Às vezes necessário. Mas o que é o silêncio? Ausência de som? Ou a ausência de percepção de manifestações sonoras?

O meu silêncio é me desligar de tudo, do mundo e me perder em qualquer coisa que venha a me falar sem som, sem palavra dita, apenas expressão viva empregada em outros quatro sentidos.

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Ficou bem legal, moça! Parabéns!

Beijo =*

Bianca BIH Bibiano disse...

linda...perfeitos os seus textos...agora sei que quando vc fala do seu coraçãozinho confuso não é brincadeira.

continue com o blog, os textos e um dia vou poder dizer que a autora de um livro famoso é minha amiga.

ps.
o vinicius também se chamava moraes =]

Anônimo disse...

o que eu estava procurando, obrigado

Viela, montanha, isolamento

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