quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Bobagens guardadas no iphone

Desde as tragédias gregas, Roma, Cristo, os homens das cavernas, a época que quiser, desde lá atrás o drama humano sempre foi o mesmo. Concordo com Helio Schwartsman que diz que a moral é historicamente determinada. Então, o pensamento é o seguinte: o homem sempre foi deprimido, homossexual, transsexual, drogado, pervertido, inconstante, mal caráter, frágil, enfim, todas essas coisas que ele é hoje. A diferença é a moral, que depende de cada época. Somos prisioneiros de nosso tempo (essa frase também é do Helio). Se antes era normal escravizar, hoje não é mais. Se antes era um escândalo divorciar, hoje não é mais. Acho que os tempos atuais estão mais caretas em muita coisa - não se pode nem mais ser triste em paz. Existe agora esse insuportável do politicamente correto, fumar virou quase um crime. Claro, lógico que é muito mais fácil listar as coisas que ficaram mais liberais e por isso nem vou perder tempo. Eu só fiquei pensando que oras bolas, já se passou tanto tempo desde o tempo das cavernas, por que é que o homem não evoluiu? Por que não adaptamos as questões morais, as filosofias, as discussões, as leis, as normas que regem o mundo para que a gente se tornasse seres melhores? Por que é que a gente não deixou de ser inseguro, frágil, depressivo, mal caráter, assassino, todas as características ruins, por que diabos elas ainda não foram eliminadas? O homem é tão gênio a ponto de criar uma coisa tão, mas tão revolucionária quanto um Smartphone, mas para as questões tão primárias de comportamento e sentimento não existe genialidade no mundo que possa transformar todos os homens em Dalai Lamas.

2 comentários:

Anônimo disse...

A evolução moral e social nasce de cada um. Se cada um fizesse seu papel de melhora, que maravilha seria o mundo!

Felipe Sanches disse...

Dor elegante

Um homem com uma dor
É muito mais elegante
Caminha assim de lado
Com se chegando atrasado
Chegasse mais adiante

Carrega o peso da dor
Como se portasse medalhas
Uma coroa, um milhão de dólares
Ou coisa que os valha

Ópios, édens, analgésicos
Não me toquem nesse dor
Ela é tudo o que me sobra
Sofrer vai ser a minha última obra

-Paulo Leminski

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