segunda-feira, 30 de julho de 2012

Desperdiçados

Ela encostou a cabeça no peito dele. Ouviu o seu coração quase parando. Logo percebeu que os corações deles já não batiam igualmente, mas continuou feliz mesmo assim: o dela batia pelos dois. Eles passaram a tarde ali, olhando os ponteiros do relógio, serenos, em paz. Sem dúvidas, ela estava feliz. De repente ele falou, como quem pergunta as horas: "detesto domingos assim, desperdiçados".

2 comentários:

Anônimo disse...

Passe seus domingos comigo.

Letícia Cardoso disse...

Você se encanta tão bonitamente pelas coisas simples. Desejo que encontre um par que seja do mesmo jeito.

Eu mesmo, já tomei muitas facadas no peito.

Censura

Se escrevo essa poesia agora é porque ainda ninguém me parou ela só está neste pedaço de papel porque ninguém o encontrou e picotou. Se...