quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Casulo

Onde é que está eu, essa eu que eu queria ser mas não sou? Onde ela está, que não aqui? Quero saber se ela chega algum dia, porque assim eu paro de esperar. Quero saber se ela vem, se vem acompanhada de outras eus, talvez feitas de sonhos. Essa matéria tão inútil que é o sonho. De nada me adianta. Eu não sou ainda, quanto mais um sonho. Eu não terminei de me formar. Larva no casulo. E pode ser que o casulo seja eu. Pode ser sim. E o casulo fica achando que um dia descasca em borboleta, mas que bobagem, se o casulo é o eu. Loucura, eu sei. É que tem dia que eu acordo casulo. Tem mês que eu acordo casulo. A borboleta é difícil, tão rara.

Um comentário:

Anônimo disse...

Minha borboleta querida...

Censura

Se escrevo essa poesia agora é porque ainda ninguém me parou ela só está neste pedaço de papel porque ninguém o encontrou e picotou. Se...