terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Quarta-feira de muitas cinzas

Tem um troço no meu peito que quando eu chego em casa começa a gritar. Ele pede para que eu cuide dele. Pede sossego, pede calma e pede um pouco de solidão. Tem um troço que fica me perguntando para onde eu quero ir, para onde estou indo, o que eu quero fazer. Me deixa! Me larga! Mas ele não larga. Ele às vezes me incomoda tanto, quero vomitar para fora. Mas eu não sei como. Então eu escuto, em silêncio. Eu escuto e espero. Até respeito (acho que ele exige o meu respeito). Esse troço, eu acho que é o resto de mim que sempre sobra.

Censura

Se escrevo essa poesia agora é porque ainda ninguém me parou ela só está neste pedaço de papel porque ninguém o encontrou e picotou. Se...