domingo, 6 de abril de 2008

Partitura do meu peito

Passo dias em silêncio para não ferir as palavras com a minha amargura. Calo-me para Deus, para a falta de um deus, para os meus pensamentos. São pensamentos mudos, já pensou? Mudos. Talvez haja, em algum lugar do mundo, alguém que grita de dor. Mas dentro de mim, não há mais som, nem mesmo para alguma dor. São palavras tão belas, as que existem por aí. Não as digo. O meu peito hoje é impronunciável.

Um comentário:

Bombom disse...

Está lindo! Vou ler tudinho!!

Viela, montanha, isolamento

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