sexta-feira, 8 de maio de 2015

Ida

Assisti um filme que acho que você vai gostar. Apesar de ser em preto e branco, e ser polonês, e ser bem devagar e silencioso, e também ser cheio de enquadramentos diferentes, apesar disso ele é cheio de referências lineares hollywoodianas. Por exemplo: a história começa de um jeito, até que de repente um problema é apresentado. Então, a protagonista parte numa aventura (como em "O Mágico de Oz") para encontrar respostas, conhecer a si mesma e aprender um monte de lições. A protagonista então vive um ápice, (ou de alegria ou de tristeza. Neste caso, acho que foi uma alegria aquele rapaz moreno de cabelos curtos, saxofonista em uma banda de jazz.) e tem que tomar uma decisão. A tomada de decisão não é fácil e acompanha um rompimento. Mas existe uma pessoa que vai acompanhar essa jornada e ajudá-la por algum motivo. Foi assim também em "A Vida Secreta de Walter Mitty", que tanto agradou todo mundo - inclusive nós dois. Neste filme - Ida - tudo isso é feito de um jeito lindo, poético, doce. A protagonista parece um lindo retrato antigo. Os silêncios deste filme são mais importantes que qualquer palavra. E os silêncios aqui acabam vencendo por fim. Além disso tudo, esse filme ainda me apresentou muito bem apresentado a John Coltrane - e jazz não é um estilo de música que agrada todo mundo. Fico tão feliz que agrade você também. Acho que terei que assistir esse filme de novo com você. Tudo bem, com você eu assisto.

Um comentário:

COTIA disse...

Esse filme, alem de tudo que você falou, mostrou alguém que conhece um Deus dentro de si, que é suave, alegre, presente e que traz uma esperança maior do que tudo no mundo! Amei acima de tudo por isso!

Censura

Se escrevo essa poesia agora é porque ainda ninguém me parou ela só está neste pedaço de papel porque ninguém o encontrou e picotou. Se...