quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Dois mil e quanto

E na hora de preencher a data, travei. Dia nove de fevereiro de dois mil e quanto mesmo? Em que ano estamos? O ano já virou? Mas que ano era, que ano vai ser? Ah, Deus do céu, pra que tantos anos? Que tal apagar todos os anos, apagar tudo? Que tal esquecer que amanhã é carnaval, que depois do carnaval tem um monte de dias cinzas? Deus do céu, por que a gente não pode preencher as datas erradas e esquecer as datas erradas? Que ano é hoje? Se eu perguntar vão me achar completamente perdida, mas quem nunca simplesmente esqueceu em que ano estava? Quem nunca ficou completamente perdida?

2 comentários:

RAFONILDO disse...

Adoro suas palavras. Só isso!

Anônimo disse...

Está na hora certa de nos encontrarmos.Sei que não perdi você, e só isso é o importante...

Censura

Se escrevo essa poesia agora é porque ainda ninguém me parou ela só está neste pedaço de papel porque ninguém o encontrou e picotou. Se...