quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Por hoje

Hoje eu sou nada e não há nada que me faça ser alguma coisa. Talvez um cobertor para eu me esconder, uns óculos escuros, para eu sentir que estou um pouco escondida. Nem isso. Eu não sou hoje, e se esse dia for mais tarde questionado, será uma grande incógnita que ninguém tentará resolver. E pouco importa. Não há eu por hoje, e eu espero que eu sobreviva a essa enorme inexistência de mim.

Um comentário:

Luiza Barbara disse...

Maria Clara, seu blog é sensacional.Todos os dias me identifico com os textos, você tem uma sensibilidade incrível e uma forma de transformar os sentimentos em palavras da forma mais adeuqda possível. Por favor nunca pare de escrever =]

Censura

Se escrevo essa poesia agora é porque ainda ninguém me parou ela só está neste pedaço de papel porque ninguém o encontrou e picotou. Se...