segunda-feira, 2 de março de 2009

Ceneri

Quando você foi embora, você foi cremado.
As suas cinzas em uma jarra de ouro.
E em cada carta não respondida,
em cada mensagem não lida,
em cada silêncio e desprezo,
um pouco das cinzas eram jogadas ao vento.
Algumas vozes me ajudaram a atirar todo o resto das cinzas naquela forte ventania.
Eu relutei, mas acabei atirando tudo, tudo.
Já que não se pode ressucitar pessoas que viram cinzas.
Então não sobrou nem um pouquinho.
Eu sei que as fotos que tirei com meus olhos não foram com o vento e as cinzas,
eu sei que um grilo falante ao avesso me trará pedaços de você uma vez ou outra.
Mas isso já faz parte de mim, e eu sigo conformada.
A história ficou, mas as cinzas estão agora em um vento que segue norte.
Longe de mim.
¨

4 comentários:

Anônimo disse...

Esqueça as cinzas.
A partir de agora, só as azuis, amarelas, vermelhas, verdes, brancas, pretas. As cores fazem melhor à alma.

Paula Bernardi disse...

"Não ligue para as pessoas do seu passado, há uma razão para elas não estarem no seu presente."

vc escreveu isso pra mim um dia. Agora lhe devolvo. ;)

Rodrigo Guerreiro disse...

Realmente, temos que aproveitar o presente.. o próprio nome já diz "PRESENTE".

Beijos Clarinha!!

Juliana Ziolkowski disse...

Demais croki!!!!!!!!!!!!!!!!!!! só vc sabe escrever tão lindo...

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