segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Não adianta

Estou sim adiando a nossa conversa. É muita coisa que fica perdida na tradução de um sentimento partido. Não vamos entender, nem eu e nem você. Tanta coisa incompreensível...
Sobre o quê iremos falar? Sobre o que você nunca disse? Ou sobre o que eu sempre tive que adivinhar?
Podemos então falar sobre a praia que sempre ficou nos esperando, que eu fiquei esperando, mas você não me levou. Podemos falar também sobre as fotos que eu sempre quis tirar, mas você nunca levou a máquina. Ou então a gente pode falar sobre todos os textos que eu escrevi para você, mas você nunca disse nada. Você gostou?
Essas coisas a gente pode sim falar, mas por favor, não me pergunte por que eu fui embora.
Eu fui embora porque um dia eu percebi que o amor não é mudo. Porque eu percebi que eu quero ficar rouca de tanto conversar de madrugada. Porque eu vi como o horizonte é infinito e eu quero andar nele até cansar. Eu fui embora porque eu vi como a vida estava me chamando e eu não podia mais deixar o tempo passar assim, tão à toa.

4 comentários:

Ricardo Valente disse...

Coisa ruim, mas necessária! Praias virão... muitas fotos e altos papos. Outras horas! Beijo, no coração!

Vâmvú disse...

Perceber que o amor não é mudo...
Pode ser até silencioso mas mudo com certeza não é. Lindo texto, Clara. Realmente não podemos deixar o tempo passar à toa... Bom quando a gente percebe isso...
Bjão

Anônimo disse...

como as histórias se repetem...
São as mesmas histórias, em corpos diferentes.
Existe esperança?
Sinceramente, não!

Bru disse...

Clarinha!
Esse é o meu preferido!
Você escreve muuuito, menina.
Lindo, lindo, lindo demais!

Beeijos

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