quarta-feira, 30 de maio de 2012
Cinquenta minutos
Ela sentou na poltrona. Ficou à vontade, como sempre fica, e começou a falar. Tudo bem, tudo tranquilo, sem grandes novidades. Na verdade talvez eu tenha alguma coisa para você, ela disse. E falou dele. Só dele. Da cortina que ele cismava em ficar atrás. Ela tentava dar uma espiada de vez em quando, mas não via muita coisa. Ela estava ficando cansada. Os anos estavam passando e a cortina dele continuava fechada. Ela começou a sentir aquela sensação que há tempos não sentia. Aquela sensação de que alguma coisa estava presa na garganta, de que havia uma tristeza no meio daquela tranquilidade. Ela levantou da poltrona e lembrou do primeiro dia que entrou naquela sala, a vontade de chorar voltou, depois de tantos anos.
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Um comentário:
Percebo isso há muito tempo. Bjos
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